O surgimento do Dia Internacional da Mulher é envolvida por muitas histórias e mitos. Na verdade, foram sucessivas situações que levaram a luta das mulheres para seus direitos valerem a pena. Sabemos que ainda existem culturas em que a mulher não tem voz ativa e que não tem direito algum, mas quem sabe, não é uma questão de tempo?
Como seria o mundo hoje se as mulheres do passado não tivessem lutado? Será que ainda seríamos uma sombra do homem? Será que teríamos todos os direitos que temos hoje? Será que estaríamos no mercado de trabalho, votaríamos e teríamos voz na sociedade? É óbvio que não temos respostas para esses questionamentos, mas uma coisa é certa: nosso progresso não seria tão significativo.
Temos que agradecer por todas as mulheres que lutaram e buscaram seu lugar ao sol. O importante é valorizarmos nossos direitos e fazer com que valham, deixando nossa marca na história com atitudes sólidas e positivas.
Tudo de bom e do bem para você!
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Carroça dos bombeiros passa por via onde ocorreu o incêndio que matou mais de 140 mulheres e crianças, em Nova York (Foto: Wikipedia/Commons) |
Em 1911, quando as mulheres não tinham nem direito ao voto em praticamente todo o mundo, o dia delas começava a ganhar o planeta. A homenagem vem não apenas de um fato que aconteceu em um 8 de março de 1857, em Nova York.
Para se chegar a esta data foram precisos uma revolução, protestos violentos e que centenas de mulheres dessem a cara e o corpo para bater e até ser queimado.
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Manhattan, New York City, U.S. – 25 de Março – 146 mulheres morreram neste prédio (Foto:Wikipedia) |
Ainda no final do século XVIII, a escritora britânica Mary Wollstonecraft levantava a questão de como a mulher era tratada. Condições subumanas, carga horária pesada e salários bem mais baixo do que o dos homens já eram apontados para mostrar quanto elas eram consideradas de forma diferente e, pior, como são até hoje.
“Por que as mulheres são comparadas a anjos, senão somente para deixá-las abaixo das mulheres? Elas só são anjos quando são jovens e bonitas, consequentemente, não é pela virtude que adquirem esta homenagem”, escreveu Mary Wollstonecraft, em "A reivindicação dos direitos das mulheres", em 1792.
Assim, menos de 70 anos após a Revolução Industrial, em 1857, trabalhadoras de uma fábrica têxtil, apelidadas então de ‘funcionárias das vestimentas’, protestaram por melhores condições de trabalho em Nova York e o que ganharam a curto prazo foi uma violenta resposta de policiais.